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De capacete e batom

De capacete e batom

08
Jun16

De água nos olhos e água na boca

Dora Sofia

Deixem-me contar-vos um segredo. Às vezes, muitas vezes, a vontade de escrever sobre as minhas histórias em duas rodas não é tão grande como o tempo para andar sobre duas rodas. Além disso, deixem-me contar-vos outro segredo, eu não gosto tanto assim do meu mundo virtual. Aqui não há vento no cabelo, nem prazer debaixo da pele, nem aquele sentimento louco de liberdade...

Mas há palavras que não cabem numa imagem e há imagens que transbordam palavras. Aqui há histórias feitas de andar de mota!

A história de hoje é a dos que vivem de coração dividido entre a serra e o mar. Houve  treino intenso nas curvas da serra e olhos, quase, quase, sempre, no mar.

Começamos em qualquer lugar, com uma ideia, uma sugestão, um desafio. E, depois, seguimos as placas que nos aliciam com promessas dm monumento, de um sítio, de um lugar que te tira o fôlego. 

O lugar acaba por vir ao nosso encontro. Hojé é o cabo Espichel! Com visita ao farol e às escarpas que o cercam.

IMG_20160530_125318.jpg20160530_124912.jpg20160530_122721 - Cópia.jpg

 Paramos pelo Santuário, não para rezar, mas para comer, porque num cantinho há um bar acolhedor e simpático. Espantam-me os turistas estrangeiros que encontramos. São sempre tantos!

 

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 O rapaz incita-me aos caminhos e eu vou atrás. Gosto de terra. A minha mota não gosta tanto assim, mas entre umas escorregadelas, uns abanões e um bocadinho de frio na barriga, chegámos, por enqanto, a um compromisso: ela não me atira ao chão e eu não a deixo cair. Coisas de miúdas...

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Depois, almoçamos por Sesimbra, numa esplanada à beira-mar. A ideia era clara: comíamos qualquer coisa bem baratinha, um peixinho do dia, porque a ideia era seguir caminho, não gastar muito tempo, não gastar muito dinheiro. E assim seria, se o marido não fosse o simpático do costume, se não se deixasse enredar nas conversas aparentemente inofensivas do empregado de mesa, que o alicia com um peixe do mar, que o marido recusa por experiência, e o alicia com perceves como se se tratassem de tremoços, que são aceites por simpatia. Os perceves, não os tremoços. E a conta é choruda, mas mau, memso mau, é que eu nem gosto tanto assim de perceves...

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Continuamos pelas curvas da Serra da Arrábida. Perdemo-nos. Tenho quase a certeza, mas ele diz que não. E eu deixo-o acreditar que sim, que acredito que ele sabe mesmo para aonde vamos quando entramos no caminho de brita e terra batita. 

Alcançada a estrada, as curvas da Serra da Arrábida valem a incerteza.

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Lá em baixo, o mar é uma mistura  de cores vibrantes. E, neste momento, pensas que, afinal, não há preço para estes momentos em que te falta o ar, porque sentes toda a grandeza da serra e estás de olhos perdidos naquela imensidão de mar...

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Boas curvas!

 

 

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