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De capacete e batom

De capacete e batom

01
Fev16

Os caminhos incompletos - parte 2

Dora Sofia

 

As viagens são, assim, inesperadas. Não sabemos o que nos espera depois da próxima curva, e a única certeza é a de és tu que constróis o teu caminho.

Chegados a S. Martinho, percorremos estradas sem saída, becos particulares e percebemos que, em algum ponto, nos desorientámos. Escolhemos um miradouro para tirarmos umas fotografias, nos situarmos e decidirmos para onde seguir.

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É nesse momento que a GS se torna caprichosa e perde qualquer sinal de vida. Tentamos a Manobra de Heimlich para motas que consiste basicamente em escolher uma descida e empurrar a bichinha por aí abaixo enquanto se fazem todos os esforços para a “desengasgar”. Nada! De seguida, recorremos ao serviço de emergência local, mecânico da terra, que veio munido do kit de Suporte Básico de Vida para motas, ou seja, os cabos de ligação à bateria, mas, mesmo assim, não houve sinal de vida. Fomos obrigados a chamar o pronto socorro que a encaminhou para um especialista da área. 

Deviam ver a cara e o humor do maridão quando empurrou a mota para cima do reboque. Até fiquei com pena do senhor, sujeito a quetionário extenso. A mota vai só assim? Não há nenhum outro sistema? não tem mais correias? Tem a certeza que não vai cair?...

Não queria que fotografasse o momento e, quando me viu de máquina em punho, gritou-me: - Nem penses! Não vais fotografar a minha mota em cima de um reboque. Bem, a má-disposião era tanta que eu até tinha razões para ficar com ciúmes, não fosse o caso de estar mais preocupada com o facto de ter de lhe emprestar a minha mota, para seguirmos viagem. Não que eu quisesse. Não queria. Mas, apesar de me sentir cada vez mais à vontade em cima da Branquinha, não me parece que esse sentimento se mantivesse com um "pendura" de 1,86m e mais de 90kg. Assim, rendi-me às evidências e lá lhe passei a chave.

Ainda assim, consegui registar o momento, primeiro, sem ele saber e, depois, porque lhe garanti que era uma prova em como tínhamos mandado a  mota no reboque...

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 A Branquinha portou-se bem nas mãos do marido, e ele percebeu que quando eu lhe digo que não posso andar a muita velocidade na autoestrada, sob risco de lesionar o pescoço ou deslocar um braço, isso é inteiramente verdade. É uma naked, ponto final. Acho que ela não gosta muito de auto estradas... e eu também não!

Boas curvas!

 

PS: obviamente só agora posso publicar este post, uma vez que a GS já voltou a casa, está bem de saúde e a rolar como deve ser... coisas de homens com motas :-P

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