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De capacete e batom

De capacete e batom

20
Nov15

Dia de treino #2

Dora Sofia

 

 

 

E no fim de uma hora de mototerapia ficas a saber que precisas de comprar umas luvas, porque o sol a brilhar não te aquece os dedos, quando o vento passa por eles veloz; ficas a saber que os cães gostam de correr atrás das motas, e que tens de ter coragem para não te desviares deles (mas sem os atropelares...). Para além disso, o Oeste é muito bom para andar de mota. Há montes, montanhas, paisagens maravilhosas e... curvas, muitas curvas!!

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Boas curvas!

13
Nov15

Dia de treino #1

Dora Sofia

É certo que, depois de tantos anos sem conduzir uma mota, quase se impõe voltar a tirar a carta. Aprender tudo outra vez. Bem, quase tudo, porque o sabor da excitação ainda não se esqueceu.

Ainda assim, que eu sou apaixonada, mas não sou louca, paguei uma horitas de condução para reavivar a memória e dei umas voltinhas na velha vespa... Ainda assim, a minha mota é mesmo uma mota e, como tal, é uma bichinha cheia de força e energia, por isso, obrigo-me a dar umas voltas caseiras, antes de enfrentarmos o mundo.

Ainda estamos na nossa zona de conforto, mas com o bjetivo traçado: 18º Portugal de Lés-a-Lés!! Bem sei que não é para meninas, mas temos até 10 de junho...

 

No meu primeiro dia de treino aprendi duas coisas muito importantes: primeiro, tenho de ter cuidado com as viragens em planos inclinados; segundo, preciso de aprender a levantar a mota sem ter de pedir ajuda ao ti Zé da vinha ao lado do plano inclinado!!

 

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Boas curvas!

 

09
Nov15

A primeira vez

Dora Sofia

Tinha 18 anos quando sonhei em ter mota. Quis tirar a carta de mota. O meu pai disse que não, que não entendia para quê, que não me serviria para nada, que não pagava. E não pagou. E eu fui para as vindimas, levantar-me de madrugada, sentir o barro que se pega às botas quando chove, e sentir o mosto que se cola à pele quando o sol aquece, para ganhar dinheiro para tirar a carta. Penso que foi a primeira vez, ou talvez a única, em que "desobedeci" ao meu pai, em que me "independentei" do meu pai...

Durante muitos anos, ele acreditou que teve razão... que não me serviria para nada. 

Durante muitos anos, eu acreditei que haveria de passear na minha mota. Deixar-me ir com ela, sem destino, ou com destino disfarçado de sem destino, como nos parecem sempre os destinos de andar de mota. 

Hoje demos a nossa primeira voltinha.

Tenho 41 anos, a provar que os sonhos não têm prazo de validade... 

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Boas curvas!

 

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