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De batom e capacete

De batom e capacete

27
Mai22

Fomos às cerejas

Dora Sofia

Precisávamos de sair. Andar de mota. Oxigenar o cérebro. E precisávamos muito. Por isso quando ele sugeriu em tom de brincadeira que fôssemos às cerejas, eu levei ao pé da letra e fomos às cerejas. 

500km para tirar a poeira à D. Branquinha. 500km que se fizeram de caminhos velhos conhecidos, mas também de novas curvas, novos recantos, novas perspetivas (nunca tinha visto o castelo de Almourol deste lado do rio e é igualmente bonito) .

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Tivemos calorzinho bom, conversas, músicas, silêncios pelos caminhos e... cerejas.

Chegados ao Fundão, confesso que ao início estávamos descrentes. Não víamos cerejas em lado nenhum, mas por fim, lá encontrámos duas, três cerejeiras, ainda pouco pintadas de vermelho.

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Foi só quando estávamos a pensar que o melhor seria desistir e comprar as cerejas num qualquer hipermercado que vimos a placa a indicar uma casa de portões abertos. Entrámos e a D. Lurdes, espantada, então a senhora anda numa mota e consegue, não perdeu tempo a oferecer cerejas. Da cerejeira, pois então. Comam à vontade. O meu marido foi apanhar uns baldes delas e já vem. São 5 minutos.

Entre conversa atirada fora ( ainda vou acabar por saber falar sobre o tempo), brincadeiras com o cão, chegaram as cerejas, num trator carregado de baldes quase todos vazios, porque sabe, minha senhora, não há quem queira apanhar e o meu marido sozinho... 

Lá vinham elas, vermelhas, gordas e saborosas. A sair da árvore.

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Falta dizer muita coisa, contar muito km, porque cada km é uma história para contar. Na Chamusca havia festa de cavalos na rua e gente de cerveja na mão às dez e meia manhã. As janelas tinham mantas estendidas. Não era de renda, nem de veludo. Eram as mantas ribatejanas.

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Em Castelo Branco houve tempo para uma foto, roubada ao tempo para almoçar. E a certeza de que não sou mulher do interior, calmo, pacato e pasmacento.

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E, felizmente, as malas da mota maior (não da mais bonita)  são grandes e ainda deu para trazer uma terceira caixa que o homem da casa ganhou de agradecimento por ter safado um outro motociclista que ficou sem gasolina na autoestrada. É caso (muito raro) para lhe dar razão: a mangueirinha de emergência da sempre um certo jeito. 

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Ah! Como é bom comprar fruta no produtor. Para amanhã está mesmo a apetecer-me umas laranjas do Algarve...

E como as viagens são como as cerejas... 

... Boas curvas! De batom e capacete! 

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