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De capacete e batom

De capacete e batom

14
Mar16

Desafia-te!

Dora Sofia

Gosto de me desafiar. Não consigo imaginar-me sem constantemente me desafiar a ir, a fazer, a conseguir.

Ou não! E, então, voltar atrás e desafiar-me. Outra vez.

Não tenho pressa, vou vendo o que sou capaz de fazer, até aonde consigo ir. E consigo ir sempre um bocadinho mais longe. 

Dizem os entendidos, e eles abundam por cá!, que tenho de fazer, pelo menos, 10000 km antes de me aventurar no Lés-a-Lés. Têm razão, os entendidos! Por isso, faço sempre mais um kilómetro do que o que está previsto. Vou mais longe. Até depois da próxima curva...

Vou devagar. Não tenho pressas. O prazer está no caminho, não no destino.

 

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O que eu tenho aprendido? 

Aprendi que há condutores de carros que julgam que as motas têm asas e que se atravessam no teu caminho; aprendi que o melhor sítio para estacionar é à porta do sítio aonde queres ir, e, sim, já aprendi a subir os passeios; aprendi que a trança é a minha melhor amiga, quando ando de mota, primeiro, porque evita que chegues a casa e corras para uma qualquer tesoura que te permita desembaraçares-te do nó em todos os teus cabelos se tranformaram, segundo, porque, se fores de cabelo escondido, ninguém percebe muito bem que és mulher e, por isso, ninguém está à espera que faças alguma coisa para além do que estás a fazer (ou que te chegues para o lado, ou que andes mais depressa, ou que não ponhas o pé no chão, ou que ponhas o pé no chão... uma treta!). 

Bem, na verdade, também estou a aprender a andar de mota. Só se aprende , andando, e eu aproveito todas as hipóteses para andar. Aprendi que do difícil ao impossível há uma longa distância e, principalmente, tenho aprendido que a dois essa distância é cada vez mais curta. É sempre o meu ele, o meu amor ,que me indica o caminho. Depois, é comigo...

Desafio-me! 

A maior parte das vezes, nós somos os nossos maiores obstáculos...

 

Boas curvas!

 

 

 

03
Fev16

Too good to be bad

Dora Sofia

“As meninas boazinhas vão para o céu, as que andam de mota vão para todo o lado”. Garantem-mo. E eu acredito. Aliás é esse lado de menina má, que pode ir a todo o lado, que tem servido de alento à vontade de comprar a GS.

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Mas, se o espírito para rolar me conduz a qualquer lado, já a malvadez para abandonar a minha Branquinha escasseia. Sei que daqui a alguns tempos/quilómetros me vou rir, mas nos meus dias de treino, o mais difícil de tudo é… estacionar! Pois, eu sei, eu sei, o lema é deixá-la no passeio mais perto da porta que vou usar, mas, raios!, em cima do passeio???!! Arrisco uma multa. Num cantinho entre os carros? Arrisco encontrões desagradados. À vista de todos? Arrisco que a ponham ao chão. Escondida de todos? Arrisco que ma ROUBEM (?!!???) Socorro! Resolvo, enfim. Fica no lugar de estacionamento, ainda que gozem comigo ou que me chamem nomes por ocupar um lugar de carro…

Ora, ora, também pago impostos, sabiam??? – digo entredentes à minha própria consciência.

E, pronto, seria quase perfeita esta decisão, se o chão do estacionamento não fosse irregular, se eu não tivesse que fazer uso de todos os meus conhecimentos de matemática, física e geometria para perceber qual é o lado certo para a deixar inclinada, se quando eu “fizesse marcha atrás” tivesse força suficiente para a fazer galgar a lomba mesmo, mesmo, à entrada do lugar do estacionamento e que eu, poderia jurar, alguém pôs ali só enquanto fui deixar uma encomenda no marco dos Correios...

Estou quase a pôr a primeira, subir pelo passeio fora, e continuar pelo jardim (que eu quero é andar!), não fosse o posto da Polícia ser mesmo em frente… e o meu lado boazinha demais para andar de mota não me tivesse dado um empurrãozinho mental na “marcha atrás”.

Enfim, só me resta esperar que isto passe.

E por aí? Dilemas na hora de estacionar e deixar as vossas motas?

 

Boas curvas!

04
Dez15

Hoje não é esse dia

Dora Sofia

15 dias (muitas curvas e alguns quilómetros) depois, a vontade continua inalterada. Aprende-se a andar de mota, andando, e é isso que tenho feito. Tenho aprendido a andar de mota. E isso é bom. É muito bom. 

 

Aprendi que as luvas são umas ótimas aliadas, que os punhos aquecidos são milagrosos e que, quanto mais andas, mais te apetece andar.

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Aprendi que dois motociclistas é melhor do que um.

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Aprendi que os camiões são mesmo grandes, quero dizer, são mesmo enormes quando estão ao teu lado e não há nada a separar-te deles... Aprendi que aquilo que se vê a andar de carro não é aquilo que se vive a andar de mota, pois passas pelas coisas, pelas árvores, pelas terras e pelos caminhos, como se os vivesses.

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Aprendi que aquele momento em que chegas ao fim do caminho (que, afinal, e felizmente, nunca é o fim do teu caminho) e em que tiras o capacete, te sentes maravilhosa e agradeces ao vento por te ter despenteado e agradeces ao sol aquecer-te as faces arrefecidas pelo vento.

 

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Sim, talvez haja um dia em que eu não vou ter vontade de andar de mota, mas hoje não é esse dia!IMG_20151204_161923.jpg

 

Boas curvas!

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