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De capacete e batom

De capacete e batom

16
Mar16

O dia em que fui às compras...e gostei!

Dora Sofia

Não gosto de ir às compras. Aliás, ir às compras está no meu top de "coisas que detesto-evito-e-só-faço-quando-sou-obrigada" Mais um pequeno contributo para a minha incapacidade para falar sobre o tempo. Vocês imaginam lá as conversas que é possível ter quando se gosta de ir às compras? Pois... eu não gosto!

Mas desta vez foi diferente. Fui às compras de mota.

Aproveitei umas curvas, encarei uma rotundas de cidade e estacionamentos (está melhor, mas não está bom!) e entrei na loja de motas munida de capacete no braço tal como cowboy de pistola na ponta dos dedos... Os clientes, que por lá paravam, olharam para mim e desviaram, imediatamente, o olhar para a porta... O costume! Aguardam o condutor.

Avancei com passos firmes, bem, avancei com passos tão firmes como os que é possível ter quando estás vestida à astronauta, e segui até ao balcão. Depis, vejo pelo canto do olho a cena que se repete, igual a todas as outras vezes em que ando sozinha e páro em algum lado.  A espera pelo condutor, a espreitadela, mal disfarçada, pela janela para ver qual é a minha mota, o olhar outra vez para mim... E, pronto, não é uma gs, ainda!, mas dá para o meu sorrisinho interior. 

Pedi o que tinha para pedir e comprei um "apetrecho" para a Branquinha. Foi fácil comprar. Tinha mesmo de comprar. Eu sei que os defensores das naked dizem que os vidros lhes assentam mal, que estragam a estética e não sei o quê... para mim, está ótima assim: já consigo passar dos 120, sem ficar com um ombro deslocado, e, se eu me esforçar muito, MUITO, MUITO, até fica mais parecida com uma GS!

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Boas curvas!

01
Fev16

Os caminhos incompletos - parte 2

Dora Sofia

 

As viagens são, assim, inesperadas. Não sabemos o que nos espera depois da próxima curva, e a única certeza é a de és tu que constróis o teu caminho.

Chegados a S. Martinho, percorremos estradas sem saída, becos particulares e percebemos que, em algum ponto, nos desorientámos. Escolhemos um miradouro para tirarmos umas fotografias, nos situarmos e decidirmos para onde seguir.

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É nesse momento que a GS se torna caprichosa e perde qualquer sinal de vida. Tentamos a Manobra de Heimlich para motas que consiste basicamente em escolher uma descida e empurrar a bichinha por aí abaixo enquanto se fazem todos os esforços para a “desengasgar”. Nada! De seguida, recorremos ao serviço de emergência local, mecânico da terra, que veio munido do kit de Suporte Básico de Vida para motas, ou seja, os cabos de ligação à bateria, mas, mesmo assim, não houve sinal de vida. Fomos obrigados a chamar o pronto socorro que a encaminhou para um especialista da área. 

Deviam ver a cara e o humor do maridão quando empurrou a mota para cima do reboque. Até fiquei com pena do senhor, sujeito a quetionário extenso. A mota vai só assim? Não há nenhum outro sistema? não tem mais correias? Tem a certeza que não vai cair?...

Não queria que fotografasse o momento e, quando me viu de máquina em punho, gritou-me: - Nem penses! Não vais fotografar a minha mota em cima de um reboque. Bem, a má-disposião era tanta que eu até tinha razões para ficar com ciúmes, não fosse o caso de estar mais preocupada com o facto de ter de lhe emprestar a minha mota, para seguirmos viagem. Não que eu quisesse. Não queria. Mas, apesar de me sentir cada vez mais à vontade em cima da Branquinha, não me parece que esse sentimento se mantivesse com um "pendura" de 1,86m e mais de 90kg. Assim, rendi-me às evidências e lá lhe passei a chave.

Ainda assim, consegui registar o momento, primeiro, sem ele saber e, depois, porque lhe garanti que era uma prova em como tínhamos mandado a  mota no reboque...

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 A Branquinha portou-se bem nas mãos do marido, e ele percebeu que quando eu lhe digo que não posso andar a muita velocidade na autoestrada, sob risco de lesionar o pescoço ou deslocar um braço, isso é inteiramente verdade. É uma naked, ponto final. Acho que ela não gosta muito de auto estradas... e eu também não!

Boas curvas!

 

PS: obviamente só agora posso publicar este post, uma vez que a GS já voltou a casa, está bem de saúde e a rolar como deve ser... coisas de homens com motas :-P

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